Boa noite, e Boa sorte


A história nos situa na década de 1950, quando o senador Joseph McCarthy empenhou-se numa caça às bruxas buscando supostos comunistas no seio da nação. É por esse cenário de insegurança que o filme passeia, mostrando o âncora de TV Edward R. Morrow, o produtor Fred Friendly e sua equipe de repórteres desafiando o governo em sua luta para apresentar os dois lados da nebulosa questão. Em seu programa, Morrow - que usa o bordão "Boa noite e boa sorte" como frase de encerramento - revela o jogo sujo de McCarthy e torna-se alvo do senador, iniciando um acalorado debate pela liberdade de expressão e consequente queda de McCarthy.

E se o falatório já era relevante em 1950, parece ainda mais importante hoje, tempos em que a integridade na mídia e na política rareia a cada eleição, a cada renovação editorial. A mensagem está lá pra quem quiser - ou puder - pegar. Sai o macarthismo, entra o Bush do Patriot Act, a Fox News... Tudo implícito, mas o cutucão é incisivo.

A teoria do newsmaking pressupõe que as notícias são como são porque a rotina industrial de produção assim as determina.

Há superabundância de fatos no cotidiano. Sem organização do trabalho jornalístico é impossível produzir notícias.

O processo de produção da notícia é planejado como uma rotina industrial.

A Teoria do Agendamento pressupõe que as notícias são como são porque os veículos de comunicação nos dizem em que pensar, como pensar e o que pensar sobre os fatos noticiados.

A Teoria da Organização pressupõe que as notícias são como são porque as empresas e organizações jornalísticas assim as determinam.

Essa teoria trabalha com a ideia de mercado: a notícia aparece como um produto a venda. Nessa teoria a notícia sai do âmbito individual para o âmbito da organização jornalística, já que as normas da empresa sobrepõe aos valores individuais dos jornalistas. Entende-se que o jornalista adequa-se à política do veículo não por existirem normas, mas por um processo de recompensa e punição, já que quando faz algo que a organização julga certo ele ganha uma recompensa e quando age de forma errada pelo julgamento da empresa ele é punido.

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