Chinese Super League


A Super Liga Chinesa (em chinês: 中国足球协会超级联赛联). Em inglês Chinese Super League (CSL) é a primeira divisão do Campeonato Chinês de Futebol. Atualmente tem 16 equipes, os três primeiros qualificam-se para a Liga dos Campeões Asiática e os dois últimos são rebaixados para a segunda divisão do campeonato, a China League One.


A competição é a camada mais alta do futebol profissional na China. A liga foi criada para substituir a antiga Liga Jia-A, que foi extinta em 2003. Juntamente com a Super Liga, foram criadas as divisões inferiores, a segunda e terceira divisões (China League One e China League Two, respectivamente).
Fundada por 12 clubes chineses, o campeonato é organizado pela Confederação Asiática de Futebol (AFC), em conjunto com a Associação Chinesa de Futebol (CFA).

O título já foi ganho por seis equipes distintas: Shenzhen Jianlibao, Dalian Shide, Shandong Luneng, Changchun Yatai, Beijing Guoan e Guangzhou Evergrande. Este último é o maior vencedor do campeonato, com cinco títulos (2011, 2012, 2013, 2014 e 2015).

Regulamento

Ao contrário de muitos campeonatos europeus, a Super Liga Chinesa começa em fevereiro ou março (primavera na China) e termina em outubro ou novembro (início do inverno). Em cada temporada, todos jogam contra todos, em turno e returno. A equipe que somar maior número de pontos é a campeã. São 30 rodadas ao final da temporada.

Os dois últimos colocados no final da temporada são rebaixados para a Liga China One (2ª divisão) e as duas melhores equipas da League One são promovidas.

Os três primeiros do campeonato, assim como o vencedor da Copa da China, qualificam-se para a Liga dos Campeões da AFC do próximo ano. Se o finalista da FA Cup terminar nas primeiras posições na liga, o quarto colocado será qualificado para a Champions Asiática.

Política de jogadores estrangeiros

Jogadores profissionais de futebol na China recebem salários relativamente elevados quando comparados com outras ligas desportivas chinesas e ligas de futebol de outros países. Como resultado, muitos jogadores estrangeiros são contratados para jogar no campeonato.

No entanto, existem regras que restringem o número de jogadores importados estritamente a cinco por equipe, incluindo uma exceção para um jogador asiático.

Uma equipe pode usar no máximo quatro jogadores estrangeiros como titular por jogo. Esta regra serve para promover a melhora na qualidade dos jogadores nativos e se adequar com regras parecidas em outras ligas asiáticas.

História

Em 1994, a Liga Jia-A se tornou a primeira liga de futebol profissional no país. Em 29 de outubro de 2000, Yan Shiduo, vice-presidente da Associação Chinesa de Futebol, idealizou sobre a criação de um novo sistema de liga profissional. Em 2002, a CFA tomou a decisão de estabelecer a Super Liga Chinesa, que começou em 2004.

Em comparação com a Liga Jia-A, a CSL é muito mais exigente com as equipes. A comissão da CFA e CSL impôs uma série de critérios mínimos para garantir um programa de desenvolvimento de jovens em todos os clubes, gestão profissional, administração e probidade financeira. 

As segunda e terceira divisão, China League One e China League Two, também foram remodeladas. Além da liga profissional regular, a CSL também tem um campeonato de divisões de base, a CSL sub-19, sub-17 e sub-15.

A CSL e a China League One tem como metas promover a alta qualidade e concorrência em alto nível; introduzir conceitos de gestão avançada para o mercado; fazer cumprir a entrega de normas mínimas de profissionalismo; incentivar o fluxo de treinadores e jogadores estrangeiros da mais alta qualidade; e, gradualmente, estabelecer o sistema europeu de inscrições de jogadores e transferências.

A primeira temporada da CSL começou em 2004, com 12 equipes na liga. A temporada inaugural foi atormentada com muita controvérsia, por parte dos organizadores e defensores do antigo campeonato, a Liga Jia-A. 

A partir de 1998, os escândalos, como manipulações de resultados e apostas clandestinas foram descobertos. Isto resultou em uma grande perda de interesse do público no esporte e grandes prejuízos financeiros.

A ideia original era ter um time rebaixado e dois promovidos para as temporadas de 2005, aumentando assim o número de equipes em 2006 para 14. Mas as decisões da CFA fez com que os rebaixamentos fossem cancelados nesses dois anos.

Para a temporada de 2005, a liga se expandiu para 14 equipes após o Wuhan Huanghelou e Zhuhai Zhongbang serem promovidos na China League One. A equipe de Zhuhai tinha sido comprado pela Shanghai Zhongbang, gigante empresa imobiliária, e mudou-se para Xangai e, posteriormente foi renomeada para Shanghai Zobon.

Em 2006, o campeonato foi planejado para se expandir para 16 equipes, com os recém-promovidos Xiamen Lanshi e Changchun Yatai. No entanto, Sichuan Guancheng retirou sua equipe antes do início da temporada, deixando apenas 15 times na disputa, quando a temporada começou em 11 de março. O Shanghai Zobon foi rebatizado para Shanghai United.

Em 2007, o campeonato foi novamente planeado para ser expandido para 16 equipes, mas mais uma vez, encontrou-se um empecilho. O proprietário do Shanghai United, Zhu Jun, comprou uma parte importante no rival local, Shanghai Shenhua, e fundiram as duas equipes. Como resultado, o Shanghai Shenhua manteve o seu nome, já que era mais conhecido, enquanto o Shanghai United foi extinto.

Em 2008, a temporada começou com 16 clubes participantes, pela primeira vez, no entanto, o Wuhan Huanghelou protestou contra punições feitas pela CFA após uma partida contra o Beijing Guoan, e anunciou a sua retirada imediata do campeonato, o que deixou o campeonato com 15 clubes quando foi encerrado.

Desde 2009, que o campeonato é disputado com 16 clubes participantes estáveis ​​em cada ano. Dois são rebaixados para a China League One, e dois promovidos da China League One.

Em 2010, a CSL foi assolada por um escândalo responsável pelo alto comando da Associação Chinesa de Futebol. O governo chinês tomou medidas de âmbito nacional contra o jogo de futebol, a manipulação de resultados e corrupção no esporte. Três ex-vice-presidentes da entidade foram presos, Xie Yalong, Nan Yong e Yang Yimin.

Em 2011, o movimento anticorrupção tinha visivelmente melhorado a imagem da competição, com aumento de público. Clubes como o Guangzhou Evergrande e Shanghai Shenhua começaram a investir pesado em estrelas internacionais. Depois de comprar o ex-jogador do Fluminense, Darío Conca, em 2011, algumas contratações de destaque em 2012 incluem o meia Seydou Keita (ex-Barcelona) e os atacantes Didier Drogba e Nicolas Anelka, ambos ex- Chelsea, Frédéric Kanouté (ex-Sevilla), Yakubu Aiyegbeni (ex-Blackburn Rovers) e Lucas Barrios (ex-Borussia Dortmund).

O ex-treinador da Seleção Japonesa, Takeshi Okada, assumiu as rédeas como o novo treinador do Hangzhou Greentown, assim como o ex-treinador da Seleção Argentina, Sergio Batista, substituiu Jean Tigana como treinador do Shanghai Shenhua e o ex-treinador da Seleção Italiana e da Juventus, Marcello Lippi, substituiu Lee Jang-Soo como treinador do Guangzhou Evergrande.

Nos últimos anos jogadores e técnicos brasileiros estão trocando o futebol chinês. O Guangzhou Evergrande, atual pentacampeão chinês e campeão da Liga dos Campeões Asiática, é treinado por Luiz Felipe Scolari e tem no elenco os jogadores Ricardo Goulart, Paulinho, Robinho, Alan e Elkerson.

O Shandong Luneng é outro time que possui muitos brasileiros. Recentemente de técnico, Mano Menezes assumiu o lugar de Cuca. Fazem parte do elenco do Shandong Luneng os atacantes Diego Tardelli e Aloísio, os meias Jucilei e Junior Urso, além do meia argentino Monitillo que jogou no Brasil pelo Cruzeiro.

O Changchun Yatai conta o atacante boliviano Marcelo Moreno (ex-Grêmio). O Tianjin Teda também possui outro atacante com passagem pelo Grêmio, o argentino Barcos.

Recentemente o Beijing Guoan, time da capital Pequim, contratou o meia Renato Augusto, destaque do Corinthians do último campeonato brasileiro.

Para ter noção do noção do poder financeiro dos clubes chineses, o Tianjin Songjiang – time que disputa a 2ª divisão do campeonato chinês – contratou o atacante Luis Fabiano do São Paulo e o meia Jadson do Corinthians. O time é treinado pelo brasileiro Vanderlei Luxemburgo. Em alguns anos o Tianjin Songjiang será uma das grandes potência do futebol asiático.

A tendência é que mais jogadores e técnicos brasileiro façam o “negócio da China”. Além de ganharem bastante dinheiro irão ajudar a desenvolver o futebol no país.
Os chineses querem seguir o exemplo do Japão nos anos 90 que usou a mesma tática para desenvolver o futebol no país e hoje a seleção japonesa é considerada a melhor seleção da Ásia.

Esse projeto dos chineses é de médio a longo prazo, com o poder financeiro do clubes e da economia da país, os chineses poderão tornar-se uma potência também no futebol e assim disputar novamente uma Copa do Mundo.


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