Ligue 1

A Ligue 1 (até 2002 chamada de Division 1) é a liga máxima de futebol da França, organizada pela FFF, desde 1932.

Regulamento

Desde 1944, o campeonato trocou muitas vezes a quantidade de participantes, revezando entre 18 e 20, sendo a última opção considerada a mais viável e a usada atualmente. Com 38 partidas, 19 de ida e 19 de volta, os três piores pontuadores ao fim dos confrontos são rebaixados a Ligue 2 (Segunda Divisão Francesa), dando lugar aos três melhores desta competição.

Pelo atual ranking de coeficientes da UEFA, o torneio tem direito a classificar dois clubes diretamente para a fase de grupos e um clube para a última fase classificatória da Liga dos Campeões da UEFA. Para a Liga Europa da UEFA, classificam-se os quarto e quinto colocados. Sextos e sétimos colocados também tem chances de se classificarem, caso algum clube que esteja na frente conquiste alguma das Copas (que dão vaga direta à competição continental).

História
Começo
Logotipo da Ligue 1: A primeira divisão do campeonato francês
Embora campeonatos nacionais fossem realizados desde 1893 pela USFSA e pela FFF, eram todos amadores e a profissionalização fez com que os títulos desses certames anteriores perdessem crédito em relação à competição então organizada pela primeira vez na temporada 1932-33.

Nos primeiros anos, o equilíbrio entre vencedores reinou, tendo como primeiro campeão o Olympique Lillois num campeonato que foi montado em dois grupos. O primeiro bicampeonato aconteceu apenas em 1937-38, com o FC Sochaux-Montbéliard, que tinha saído vencedor também em 1934-35. Depois do bicampeonato do Sète, em 1938-39, a disputa foi interrompida, devido a Segunda Guerra Mundial, voltando apenas em 1944-45. Olympique de Marseille (que havia sido campeão em 1936-37) e Nice conseguiram suas segundas conquistas logo após a volta do certame, tendo este último conseguido o feito consecutivamente, nas temporadas 1950-51 e 1951-52.

O Nice foi também o time que dominaria a disputa nos anos seguintes, ao lado do Stade de Reims. Juntos, num intervalo de quatorze anos, se saíram vencedores em dez oportunidades (seis do Reims e quatro do Nice). Bordeaux, Monaco e Saint-Étienne conquistaram seus primeiros títulos entre esses anos de domínio da dupla Reims e Nice, diferentemente do Lille, que conquistou seu bicampeonato.

Saint-Étienne
Após mais dois bicampeonatos, de Monaco e Nantes (consecutivamente), a primeira hegemonia individual viria com o Saint-Étienne. Com um tetra e um tricampeonato consecutivos, sagrou-se decacampeão, se tornando o maior vencedor do Campeonato Francês da história até hoje. Os times que conseguiram quebrar esse período hegemônico foram o Marseille e Monaco, que conseguiram seus tetracampeonatos, e o Nantes, sagrando-se hexacampeão, em meio a um título solitário do Strasbourg.

Outro clube que deslanchou foi o Bordeaux, que conseguiu ser campeão três vezes em quatro anos na mesma época em que o Paris Saint-Germain venceu seu primeiro certame e que o Monaco foi penta, antecedendo outra, porém menor, hegemonia na França.

Domínio marselhano e escândalo
O Olympique de Marseille, já dono de quatro títulos em anos anteriores, com a chegada de um novo presidente e um investimento pesado na compra de reforços, conquistou cinco disputas consecutivas, marcando época no futebol francês.

Porém, sua última conquista em 1992-93 (mesmo ano em que venceu a Liga dos Campeões da UEFA), foi retirada, após ser descoberto um esquema de resultados que envolvia um jogador do clube de Marselha. Como resultado, o clube foi obrigado a jogar a Segunda Divisão por dois anos e seu direito de disputar o Copa Intercontinental Toyota pela conquista europeia, foi retirado, dando lugar ao vice-campeão do ano.

Pós-escândalo e Era Lyon
Após perder muita credibilidade no futebol europeu devido ao escândalo que acontecera, o Campeonato Francês viu mais times serem campeões pela primeira vez, como Auxerre e Lens, ao mesmo tempo em que tradicionais agremiações saíam de jejuns de conquistas.

Entretanto, o que voltaria atenções do mundo inteiro ao certame francês seria uma das maiores hegemonias nacionais da história do futebol europeu. O Lyon, que passara por uma reformulação administrativa ambiciosa anos antes e que já havia sido vice-campeão por duas vezes, conquistou sete títulos consecutivamente, cravando de vez o nome do time como de ponta no país e na Europa.

Anos de equilíbrio
Em 2008-09, porém, esse domínio teve, senão fim, um intervalo, com o Bordeaux conseguindo seu sexto título e dando fim à sequência do Lyon. Na temporada seguinte, o Olympique de Marseille conseguiu seu nono título, quebrando um jejum de dezoito anos. Outro jejum terminou quando o Lille conseguiu, depois de 57 anos, conquistar o certame pela terceira vez na temporada 2010-11. Na temporada 2011-12 o Montpellier conquistou seu primeiro titulo francês e em 2012-13 e 2013-14 o campeão foi o PSG. Em 6 anos, 5 clubes diferentes foram campeões, algo raro em um campeonato nacional europeu, algo que provavelmente irá acabar apos a compra do PSG.
Estatísticas
Clubes
Mais títulos: 10 (Saint-Étienne)
Maior sequência de títulos: 7 (Lyon entre 2002 e 2008)
Maior sequência invicta numa edição: 32 jogos (Nantes em 1994–1995)
Maior sequência invicta em casa: 92 jogos (Nantes de 15 de maio de 1976 a 7 de abril de 1981)
Mais vitórias numa edição: 27 (Paris Saint-Germain em 2013-2014)
Mais vitórias em casa: 19 (Saint-Étienne em 1974–75)
Mais vitórias fora: 12 (Paris Saint-Germain em 2013-2014 Saint-Étienne em 1969–70, Lyon em 2005–2006 e Marseille em 1971–72 e 2008–09)
Menos derrotas numa edição: 1 (Nantes em 1994–95)
Mais pontos numa edição: 89 (Paris Saint-Germain em 2013-2014)
Mais empates numa edição: 20 (Bordeaux em 2003–04)
Mais temporadas na Primeira Divisão: 62 (Sochaux)
Maior sequência de temporadas na Primeira Divisão: 44 (Nantes de 1963 a 2007)
Maior número de gols numa edição: 1.344 e média de 3,51 (1946–47) com 20 clubes; 1.138 e média de 3,71 (1948–49) com 18 clubes.
Maior números de gols numa edição: 118 (RC Paris em 1959–60) com 20 clubes; 102 (Lille em 1948–49) com 18 clubes.
Melhor defesa numa edição: 21 gols sofridos (Marseille em 1991–92)
Melhor saldo de gols numa edição: 63 (Reims em 1959–60) com 20 clubes; 62 (Lille em 1948–49) com 18 clubes.
Maior vitória: 12–1 (Sochaux x Valenciennes em 1935–36)
Mais cartões vermelhos numa edição: 13 (Bastia em 1998–99, PSG 2002–03 e Lens em 2003–04).
Treinador com mais partidas: 890 (Guy Roux com o Auxerre de 1961 a 2000 e de 2001 a 2005)
Jogadores
Mais títulos: 7 (Sidney Govou, Grégory Coupet e Juninho Pernambucano pelo Lyon de 2002 a 2008 e Jean-Michel Larqué e Hervé Revelli pelo Saint-Étienne de 1967 a 1970 e de 1974 a 1976).
Mais jogos consecutivos: 306 (Fabien Cool pelo AJ Auxerre)
Goleiro com maior tempo sem tomar gols: 1276 minutos (Jérémie Janot pelo Saint-Étienne em 2005–2006)
Mais gols numa edição: 44 (Josip Skoblar pelo Marseille em 1970–1971)
Mais gols num jogo: 7 (Jean Nicolas pelo Rouen em 1938 contra o Valenciennes e André Abegglen pelo Sochaux em 1935 contra o Valenciennes)
Maior sequência de jogos marcando gols: 13 (Serge Masnaghetti pelo Valenciennes em 1962–63)
Mais cartões vermelhos: 22 (Cyril Rool)
Mais jovem: 15 anos e 10 meses (Laurent Paganelli pelo Saint-Étienne)
Mais jovem artilheiro: O Jovem Patrick Oliveira de Sá chegou ao Association Sportive de Saint-Étienne Loire no fim de 2012 vindo das bases do Vasco da Gama e quebrou o recorde de mais gols em uma temporada que era do Chileno Santiago Perézi. O jovem brasileiro fez 24 gols em 7 meses pelo sub 15 do clube.

Jogador com mais partidas: Mickaël Landreau 618, entre os anos de 1997 e 2014.

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