Conheça a História do YouTube







O YouTube teve início em fevereiro de 2005, em uma garagem em San Francisco. Menos de dois anos depois, foi comprada por US$ 1,65 bi.

A história do site de vídeos YouTube teve início em uma garagem de San Francisco (Califórnia, EUA), em fevereiro de 2005. Lá, os funcionários de uma empresa de tecnologia Chad Hurley e Steve Chen, hoje com 29 e 27 anos, respectivamente, iniciaram a criação de um programa de computador para dividir vídeos com os amigos. Cerca de 20 meses depois, a invenção foi comprada por US$ 1,65 bilhão pelo Google, que também começou em uma garagem de San Francisco há oito anos.  .

A ideia de criar o YouTube surgiu por conta do inconveniente de compartilhar arquivos de vídeo. “Estávamos em um jantar em janeiro de 2005, onde fizemos arquivos digitais. No dia seguinte, não conseguíamos enviá-los por e-mail e demoramos muito para colocá-los na internet. Pensamos que deveria haver uma forma mais fácil de fazer isso”, afirmou Hurley, em entrevista à revista “Fortune”.

Os dois (agora multimilionários) trabalharam juntos na PayPal, uma empresa de pagamento e transferência de dinheiro via internet comprada em 2002 pelo site de comércio eletrônico eBay. Por conta desta experiência profissional, eles conheceram Roelof Botha, executivo da PayPal e parceiro do fundo de investimento Sequoia Capital, que investiu US$ 3,5 milhões no site de vídeos em novembro do ano passado.  .

Hurley cresceu nos subúrbios da Filadélfia (EUA) e estudou design na Universidade da Pensilvânia. Ele chegou ao PayPal depois de ler uma reportagem sobre a empresa na revista “Wired” e enviar um e-mail para a companhia pedindo emprego. Na entrevista, desenhou um logotipo para o PayPal que, de tão bem aceito, continua sendo usado até hoje. Depois da aquisição do eBay, Hurley saiu da empresa e passou a trabalhar como consultor em design até iniciar o projeto do YouTube.

Chen, por sua vez, nasceu em Taiwan e sempre foi um aficionado por matemática. Ele se mudou para os Estados Unidos e estudou programação na Academia de Matemática e Ciência de Illinois. Na Universidade de Illinois cursou ciência da computação e, no último semestre, foi contratado para trabalhar no PayPal por Max Levchin, co-fundador da empresa e seu colega de classe. Segundo a revista “Business Week”, Chen permaneceu na companhia até o início de 2005, ajudando no processo de expansão para a China.

Com a aquisição do Google, os dois empresários continuarão trabalhando na empresa que criaram assim como os 65 funcionários da companhia (no total, são 67 pessoas). A sede do YouTube será mantida em San Bruno, na Califórnia, e a companhia vai operar de maneira independente do Google "para preservar sua marca de sucesso e comunidade apaixonada”, segundo comunicado divulgado nesta segunda.

O YouTube tornou-se tão popular nos últimos meses que, atualmente, exibe cerca de 100 milhões de arquivos por dia. Também em um dia, os internautas postam cerca de 70 mil novos vídeos. Segundo a empresa Hitwise, que monitora o tráfego na internet, o YouTube tem 46% de participação de mercado dos vídeos on-line, contra 23% do MySpace e 10% do Google Vídeo.

Relembre a história de sucesso do YouTube


O YouTube é hegemônico no mercado de vídeos. O Google revelou que o serviço alcançou a incrível marca de 1 bilhão de usuários mensais, mas nem sempre foi assim. A plataforma apresentou um crescimento impressionante desde sua criação, oito anos atrás.

Lançado oficialmente em dezembro de 2005, o YT apresentava média de 8 milhões de vídeos visualizados por dia. Pode parecer bastante, mas para se tiver uma ideia do salto nestes últimos anos, só em plataformas móveis, segundo os dados oficiais mais recentes, já são 1 bilhão de vídeos visualizados. Ele também tem mais de 4 bilhões de horas assistidas por mês ao total.

Os números eram modestos no início, mas cresciam rápido. Em fevereiro de 2006, a página já viu este valor quase dobrar, alcançando 15 milhões de vídeos assistidos diariamente. Já eram enviados 20 mil arquivos por dia nesta época, conforme o The Telegraph.
Este crescimento chamou a atenção do Google, que selou sua aquisição em outubro do mesmo ano, por US$ 1,65 bilhão. A empresa, no entanto, afirmou que as receitas ainda "não eram materiais" e mostrou saber que o serviço ainda estava longe de ser lucrativo, principalmente pelo alto consumo de banda. Estima-se que em janeiro de 2007, o YouTube consumia banda equivalente a toda a internet no ano 2000.

Nas mãos do Google, o serviço passou a acelerar, bem como seus custos. Em janeiro de 2008, já eram 10 horas de vídeos enviados aos servidores por dia e o YouTube precisava gastar cerca de US$ 1,5 milhão por dia para manter o serviço. Em maio daquele ano, a Forbes estimou que o Google conseguisse arrecadar anualmente US$ 200 milhões com a plataforma.

Em outubro 2009 o site atingiu 1 bilhão de visualizações diárias, conforme Chad Hurley, co-fundador do serviço, afirmou em um blog. Em março do ano seguinte, já alcançava a marca de um dia inteiro (24 horas) de vídeos enviados a cada minuto.

Em fevereiro 2011, o YouTube registrava 490 milhões de usuários ativos por mês, que assistiam a 92 bilhões de vídeos mensalmente. O Google computava que, ao total, as pessoas passavam 2,9 bilhões de horas no site por mês, sem contar os vídeos embedados ou assistidos em mobile. Durante o ano todo, a página teve 1 trilhão de vídeos visualizados, média de 140 vídeos assistidos por cada habitante da terra.

Chegando aos dias atuais, os números oficiais mais recentes, de 2012, somam 72 horas de vídeos enviadas por minuto ao serviço. Estima-se que o Google tenha conseguido arrecadar US$ 3,6 bilhões com o YouTube no ano passado, segundo a consultoria Citi.

Curiosidades

- O canal mais assistido do site é o Vevo, com clipes musicais. São quase 109 bilhões de visualizações, segundo o SocialBakers.

- Segundo o Alexa, o YouTube é hoje o terceiro site mais popular do planeta, perdendo apenas para o próprio Google e o Facebook.

- Os Estados Unidos correspondem a 30% de toda a audiência da plataforma. Medição da New Media Rockstars mostra que, entre os 100 maiores canais, o Brasil é apenas o 9º, com cerca de 10 bilhões de visualizações.
- Logo abaixo está o primeiro vídeo da história do YouTube, que não traz absolutamente nada de especial. Ele mostra o co-fundador do serviço, Jawed Karim, em frente a um elefante no zoológico de San Diego, na Califórnia. O conteúdo foi gravado por Yakov Lapitsky e já tem mais de 10 milhões de visualizações:

Bem, ao menos em cartório, pois foi em 14 de fevereiro de 2005 que o trio Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim registraram o domínio para, poucos meses depois, em maio, jogar o site no ar. São 8 anos apenas! Mas parece que nunca vivemos sem ele. Taí um site que mudou completamente a maneira como consumimos e produzimos imagens. Sem medo de exagerar, podemos dizer que ele é quase tão paradigmático quanto foram os Irmãos Lumière quando criaram o conceito de cinema.

É graças a este que é o terceiro site mais visitado do mundo (só está atrás do Google, que comprou o YouTube por US$ 1.65 bilhão em 2006, e do Facebook) que tivemos acesso ao estranho e fascinante mundo dos vídeos das crianças sem noção, dos gatos adoráveis e de coreografias que, sim, já tentamos repetir em casa. Mas não só isso.

O volume de informação que circula por lá é simplesmente assustador. A cada dia o equivalente ao tempo de oito anos (mais de 70 mil horas) de vídeo são upados no YouTube e mais de 4 bilhões de vídeos são vistos por dia. Aliás, não se sabe o número preciso de vídeos que existem hoje no site, mas em um cálculo feito há dois anos, previa-se que seria necessário viver mais de 1450 anos para conseguir dar conta de assistir a tudo. Nem Highlander tem esse tempo todo livre.

Entenda como, quando e por que o YouTube mudou completamente o curso da História em seu ainda curto período de vida.


2005

No meio da confusão dos ataques terroristas em Londres, alguém saca o seu celular do bolso e filma as pessoas tentando sair do metrô com segurança. As cenas são upadas no YouTube e daí em diante o mundo entendeu que podia participar efetivamente da construção da notícia. O jornalismo em vídeo nunca mais seria o mesmo.

2006

Surge a Khan Academy, uma escola que tinha como objetivo ensinar conhecimento via vídeos online. Naturalmente, sem o YouTube a ideia desse tipo de ensino à distância não teria sido possível. A Khan Academy é um marco e até hoje uma referência. A ideia de repassar educação pelo YouTube logo se tornou uma das principais funções do site. Ou vai dizer que nunca assistiu a um vídeo tutorial por aí?

2007

Um menino franzino e com o cabelo jogado pra frente começa a chamar atenção no YouTube com vídeos em que ele canta e toca covers de r’n’b fazendo aquela vozinha doce. Um agente escuta o rapaz e eis que Justin Bieber se torna a primeira grande celebridade que nasceu e cresceu graças ao YouTube. Depois dele, outros (cantores, humoristas, ou apenas desocupados) se tornariam e ainda se tornam celebridades graças ao site.

2007/2008
Barack Obama lança sua campanha para presidente dos Estados Unidos e, muito espertamente, usa o YouTube como veículo principal para atingir os eleitores jovens. Resultado: ele foi eleito o primeiro presidente negro dos EUA, tendo vencido também o segundo mandato em 2012.

COMEÇO DE 2011

No dia 18 de janeiro, a egípcia Asmaa Mahfouz, uma das fundadoras do grupo que organizaria poucos dias depois o imenso protesto contra o governo egípcio, sobe no YouTube um vídeo em que ela afirma que vai continuar indo à Praça Tahrir pedir seus direitos. O vídeo se tornou rapidamente um viral no Egito e foi à chamada para a população se juntar aos protestos que conseguiram tirar do poder o presidente Hosni Mubarak.

FIM DE 2011

Em agosto, o movimento Occupy já havia sido lançado nos EUA, mas foi somente depois de setembro, quando um vídeo começou a circular mostrando policiais jogando spray de pimenta em um grupo de estudantes que protestava pacificamente na Universidade de Califórnia Davis, que a coisa tomou dimensão internacional.

2012

Em julho sobe no YouTube um curta-metragem chamado A Inocência dos Muçulmanos, um filme amador (na verdade, malfeito mesmo) que ridiculariza o islamismo. Uma nova onda de protestos surge e, na Líbia, o embaixador americano e mais dois funcionários da embaixada morrem em razão desses protestos. No Brasil, o vídeo é classificado pelo YouTube como “potencialmente ofensivo ou inapropriado” e vem com o recado: “Contamos com o seu bom senso para decidir se deseja assisti-lo ou não.” Até hoje é usado por alguns grupos políticos islâmicos como dispositivo de ódio aos americanos.

DESDE A FUNDAÇÃO

O YouTube conseguiu mudar muita coisa na nossa relação com a mídia, mas certamente a sua grande Coca-Cola do Deserto foi mesmo a indústria fonográfica. Muitos anos depois da MTV, o site deu nova vida à ideia dos videoclipes e transformou-os no grande motor propulsor de um comércio que andava todo desconfiado com a onda de pirataria. Muito mais do que o lançamento de um disco ou mesmo de um single nas rádios, o que importa agora é ter um vídeo que se torne viral (no top 10 dos mais vistos no YouTube, 9 são clipes) e que faça circular o nome daquela pessoa que podia ser, até então, uma ilustre desconhecida. Rebecca Black, Michel Teló e Psy que o digam.

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