Copa Libertadores da América

A Copa Libertadores da América ou Taça Libertadores da América, cujo nome oficial atual é Copa Bridgestone Libertadores por motivos de patrocínio, é a principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul, organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). Desde 1998, quando começou a ser patrocinada pela montadora japonesa Toyota, aceita também a participação de clubes do México. A partir de 2013, o patrocinador oficial da competição passou a ser a japonesa Bridgestone.

Logomarca da Copa Libertadores da América + o troféu da competição.


O nome do torneio é uma homenagem aos principais líderes da independência das nações da América do Sul: José Artigas, Simón Bolívar, José de San Martín, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I do Brasil, Antonio José de Sucre e Bernardo O'Higgins. É uma das competições entre clubes mais prestigiosas no esporte juntamente com a Liga dos Campeões da Europa.

Foi criado em 1960 sob o nome de Copa dos Campeões da América, já que apenas os campeões das associações de futebol da América do Sul em seus respectivos campeonatos participavam.

Da primeira edição em 1960 até 2004, o campeão da Libertadores enfrentava o campeão da Liga dos Campeões da Europa em uma ou duas partidas, competição chamada Copa Intercontinental ou ainda Copa Europeia/Sul-Americana. A partir de 2005, o campeão da Libertadores passou a disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA (FIFA Club World Cup) a qual reúne os campeões de cinco continentes.
Em março de 2009, a CONMEBOL anunciou a criação de um torneio continental feminino, com a participação de 10 clubes sendo um de cada país associado. A primeira Copa Libertadores Feminina foi realizada no Brasil e teve como campeã o clube brasileiro Santos.

Dois anos depois, foi criada a Copa Libertadores Sub-20, a ser disputada por 12 clubes do continente e disputada por jogadores com até 20 anos de idade. A primeira edição realizou-se em junho de 2011, no Peru.

A CONMEBOL cogita a possibilidade da inclusão de equipes centro-americanas na competição, assim como a realização de uma partida entre o vencedor da Libertadores e o vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF.

A forma de classificação para a competição é geralmente baseada nos resultados dos campeonatos nacionais dos países do continente, assim como a Liga dos Campeões da UEFA, na Europa. Mas há confederações que se utilizam de torneios próprios, independentes dos campeonatos nacionais propriamente ditos, para definir pelo menos algumas vagas como a Copa do Brasil, no Brasil, desde 1989, a Liguilla Pré-Libertadores, no Uruguai, entre 1974 e 2009, e no Chile desde 1974 (com algumas interrupções), o Torneo del Inca, no Peru, desde 2014, e a InterLiga, entre 2004 e 2010, e Supercopa MX, desde 2014, no México.

A Libertadores tem uma primeira fase na qual um número de clubes, atualmente 12, são emparelhados em uma série de "mata-matas". Os seis sobreviventes juntam-se aos clubes restantes na segunda fase, na qual são divididos em grupos de quatro. Os times dos grupos da segunda fase jogam entre si em turno e returno. Os dois melhores de cada grupo classificam-se para a fase eliminatória, na qual o time com a melhor campanha enfrenta o pior segundo colocado, o 2º melhor joga contra o penúltimo dos segundos colocados, e assim por diante. A disputa acontece então em um novo sistema "mata-mata", assim como as quartas-de-final, semifinais e a final. Entre 1960 e 1987 os campeões da edição anterior entravam na competição na fase semifinal, tornando muito mais fácil a retenção do título. A partir de 1988 o campeão da edição anterior passou a entrar na terceira fase. Apenas a partir da edição de 2000, o campeão do ano anterior passou a disputar desde a fase de grupos, precisando obter vaga para a fase eliminatória, como os demais participantes.

Em seus primeiros anos, apenas os campeões nacionais das principais nações participavam, mas os vice-campeões foram permitidos na década de 1970. A competição acabou aumentada para 21, 32, 36 e agora conta com 38 clubes.

A partir de 2010 o campeão da Copa Sul-Americana passou a ter uma vaga na Libertadores do ano seguinte, ocupando uma das vagas previamente estabelecidas para cada confederação (5 para Brasil e Argentina e 3 para as demais confederações).
No México uma das vagas era definida num jogo realizado entre os campeões do Torneio Apertura e do Clausura do país. No Brasil, entre os anos de 2000 a 2002, uma das vagas ficava com o campeão da Copa dos Campeões, competição oficial da CBF, atualmente não mais disputada.

História

Em setembro de 1958, o brasileiro José Ramos de Freitas, presidente da CONMEBOL, fez uma viagem à Argentina, para dentre outros assuntos tratar da criação de um campeonato sul-americano de clubes campeões, e em outubro do mesmo ano o presidente da então Confederação Brasileira de Desportos João Havelange anunciou em Paris a criação da "Copa dos Campeões da América" (mais tarde chamada de Copa Libertadores) e da Copa Intercontinental, adicionando que naquele momento a ideia já contava com o apoio de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Peru, e que seriam também convidados os demais países sul-americanos e possivelmente México, EUA e Canadá.

Em 5 de março de 1959, acontece em Buenos Aires, sede da 26ª Copa América, o 30º Congresso Ordinário da CONMEBOL. Reunidos no salão principal da Asociación del Fútbol Argentino (AFA), os dirigentes sul-americanos deram sinal positivo ao projeto de um "Campeonato de Campeões", apresentado por Chile e Brasil No ano seguinte, em 1960, foi disputada a primeira edição, na qual se consagrou campeão o Club Atlético Peñarol, do Uruguai. O Brasil fora representado pelo Esporte Clube Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959, torneio que credenciava tal vaga no país.

A ideia tinha um antecedente: em 1948, o Colo-Colo chileno, através do dirigente Róbinson Marín, e com apoio do então presidente da CONMEBOL, o chileno Luiz Valenzuela, organizou com sucesso um torneio de campeões da América, o Campeonato Sul-Americano de Clubes, em que participaram os coroados de cada país de 1947: o clube local, Vasco da Gama (Brasil, que viria a se tornar campeão), River Plate (Argentina), Nacional (Uruguai), Emelec (Equador), Deportivo Municipal (Peru) e Litoral (Bolívia).

Os primeiros confrontos internacionais entre clubes na América do Sul haviam ocorrido no Rio da Prata no início do século XX. Argentinos e uruguaios iniciaram no ano de 1900 a disputa da Copa Competência, entre os clubes de ambas nações. Em 1905 começa a Copa de Honor Cusenier e em 1916 se põe em jogo a Copa Aldao, sendo o Nacional de Montevidéu o primeiro ganhador, ao vencer o Racing Club.
No Congresso da CONMEBOL de 1958 no Rio de Janeiro, começou-se a trabalhar no projeto de um torneio entre os campeões sul-americanos, similar ao que desde 1955 se disputava na Europa. Inclusive a própria UEFA apoiou a instauração de uma competição entre clubes na América do Sul, com a intenção de enfrentar anualmente aos vencedores de ambas confederações (a Copa Intercontinental).

Finalmente o projeto da Copa Libertadores foi apresentado à CONMEBOL, sendo aprovado no Congresso. A moção recebeu o apoio da ampla maioria, com o voto contrário do Uruguai, e foi aprovada. Essa foi a última obra de governo do brasileiro José Ramos de Freitas como presidente da CONMEBOL, que após esse ato cedeu seu cargo ao novo presidente eleito, o uruguaio Fermín Sorhueta.

Com o início dado em Buenos Aires, ainda restavam definir inúmeras questões de organização, redigir um regulamento e nomear o torneio. Após outras várias reuniões se decidiu que participariam os campeões de cada país e que, diante da negativa do campeão em participar, o vice-campeão o substituiria. Também decidiram realizar a primeira edição somente se quatro equipes confirmassem sua participação. E finalmente resolveu-se dar à competição o nome de "Libertadores da América", em homenagem aos heróis independentistas da América do Sul.

Em 19 de abril de 1960 jogou-se a primeira partida da história: Peñarol 7 a 1 contra o Jorge Wilstermann.

Posteriormente, em 1964, a iniciativa do diretor do Peñarol, Washington Cataldi, se aprovou que participassem da Copa os vice-campeões de cada país, com o qual o número se elevou para 20 competidores.

Até 2014, 25 equipes diferentes já conquistaram a taça. O clube mais bem sucedido no torneio é o argentino Independiente, incluindo quatro títulos seguidos em sete vezes de 1972 a 1975.

Ao longo dos anos, a concorrência tem mantido viva uma rivalidade entre os países concorrentes, especialmente entre Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e Chile. Episódios de violência não são raros e a pressão para os jogadores em campo é enorme.

De 1998 até 2007, a Copa Libertadores da América foi patrocinada pela Toyota Motor Corporation, sendo seu nome oficial durante esse período Copa Toyota Libertadores. Entre 2008 e 2012, a Copa passou a ser chamada de Copa Santander Libertadores, em função do patrocínio do banco espanhol Santander. Em 2012, mudou seu nome novamente para Copa Bridgestone Libertadores, em função da troca do patrocínio para a fabricante japonesa Bridgestone.

Desde 1993, somente dois times conseguiram realizar a melhor campanha na primeira fase de grupos e serem campeões, feito do River Plate, da Argentina, em 1996, e do Atlético Mineiro, do Brasil, em 2013. Neste mesmo período o Corinthians foi o clube que por mais vezes obteve a melhor campanha na fase de grupos (três vezes).

Troféu

O troféu de clubes mais importante da América do Sul, a Copa Libertadores foi criada em 1959. O então presidente da entidade sul-americana, Férmin Sorhueta solicitou a Teófilo Salinas, membro do Comitê Executivo, a busca por uma taça para o torneio que teria início no ano seguinte, em 1960. Na capital peruana ela foi escolhida, foi desenhada por Alberto de Gásperi, um designer de origem italiana.

O troféu oficial atual, construído na edição de 2009 apresenta 10 quilos e 25 gramas, cujo pedestal é constituído de madeira de cedro, com uma altura aproximada de 1 metro. Distribuída em 63 centímetros de prata 925 pura e 35 centímetros de madeira de cedro. A figura do jogador acima da taça é composta de bronze. Na esfera da taça, abaixo da figura do jogador, estão representados os dez brasões dos países membros da Confederação Sul-Americana.
Um detalhe é que no início da década de 1960, o troféu não apresentava a base de madeira, onde hoje abriga as pequenas placas de metais com os distintivos dos clubes vencedores do torneio.

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