Crônica Esportiva


A crônica esportiva é uma função específica dentro do jornalismo esportivo, ao narrar e descrever opiniões a respeito de uma partida de forma literária. No Brasil, quando abordamos o assunto, logo vem na mente o nome de Nelson Rodrigues.

A crônica nasceu nos folhetins franceses do século XIX, publicada nos rodapés das páginas, na qual era utilizada para criticar as atividades diárias de uma cidade. A crônica, entre os folhetins românticos, surgiu dos folhetins de variedades.

Este tipo de literatura pode ser entendido como um texto não ficcional, pois deriva de assuntos reais do cotidiano, apesar de se utilizar de um estilo literário próximo do ficcional. O cronista, muitas vezes, pode acrescentar a um evento real, imagens e conceitos que modifiquem ou comparem o ambiente e os indivíduos a relatos quase mitológicos.

Nelson Rodrigues, por exemplo, definiu o jogador Garrincha como o “Gênio das Pernas Tortas”. Na Crônica esportiva já se tornou clichê o seguinte termo: “Maracanã – O templo sagrado do futebol”.

Sabemos que ninguém vai ao maracanã para rezar sob algo intocável e santificado, mas a crônica esportiva por sua vez, criou mitos sobre os grandes jogadores de futebol e sobre o Maracanã, estádio em que se cultua e se assiste os grandes espetáculos esportivos.

A crônica começou a ganhar força no Brasil no início do século XX, e o jornalista Mário Filho desenvolveu uma nova forma de descrever o futebol para os torcedores, utilizando títulos criativos, adjetivos e metáforas que construíam um novo imaginário sobre o esporte que viria a ser valorizado e utilizado por vários jornalistas.

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