Estudantes brasileiros pelo mundo


O programa Ciências sem Fronteiras do Governo Federal proporciona a estudantes e pesquisadores brasileiros estudarem fora do país, com bolsas de estudos nas principais universidades do mundo. Também acontece o contrário onde estudantes e pesquisadores estrangeiros podem estudar em nosso país.

A meta para 2015 é que 101 mil bolsas de intercâmbio sejam oferecidas para as mais diversas áreas como fármacos; biotecnologia; ciências exatas e nanotecnologia para modalidades de graduação, pós graduação e pós doutorado. Entenda como cada uma funciona:

1.     Graduação: A graduação é 12 meses que pode ser ampliada para 18 meses que o aluno opta pelo curso de idioma no país no qual o candidato selecionou na inscrição. Os requisitos são ter no mínimo 20% e no máximo 90% do curso que esteja dentro da área oferecida pelo programa, ter bom desempenho acadêmico e ter tirado no ENEM acima de 600 pontos. Os alunos que foram agraciados com prêmios em olimpíadas científicas no país ou exterior, ou serem ou ter sido de bolsistas de iniciação científica ou tecnológica do CNPq (PIBIC/PIBITI) ou do PIBID da CAPES tem preferência.

2.     Mestrado Profissional: O mestrado tem duração de 12 meses podendo ser estendido para 24 meses. Os requisitos dos candidatos é ter concluído a graduação dentro das áreas contempladas pelo Ciências sem Fronteiras, não ter concluído o mestrado ou doutorado e ter um bom desempenho acadêmico

3.     Doutorado: O Doutorado tem duas modalidades; o doutorado pleno onde o candidato faz todo curso fora do país com duração de 36 meses podendo ser prorrogado por mais 12 meses; e o doutorado sanduíche onde o candidato faz parte do doutorado no Brasil e a outra no exterior com duração de 3 a 12 meses onde o aluno deve estar matriculado em um curso de doutorado reconhecido pela CAPES.

4.     Pós-doutorado: É a graduação máxima, o pesquisador sai com status de Ph.D. que tem duração de 6 a 12 meses podendo ser prorrogado para até 24 meses. O requisito é já ter o título de doutor.


Todos os candidatos devem ser brasileiros ou naturalizados, no doutorado e pós doutorado deve ser estrangeiro com visto de permanência no Brasil. Os Candidatos têm auxílio transporte, moradia, refeição e uma ajuda de custo para se manter no exterior.


O estudante de Vacaria, Eduardo Sganzerla Ferreira iniciou o curso de Engenharia do Petróleo na Universidade Federal de Pelotas – RS (UFPel) e foi beneficiado pelo programa Ciências sem Fronteiras: ele está estudando na The University of Oklahoma nos Estados Unidos.

O mesmo se interessou pelo Ciências sem Fronteiras para ter fluência na língua inglesa: “Eu sempre gostei de inglês e sempre quis morar em um outro país, quando apareceu a oportunidade aproveitei. Escolhi este país porque aqui os cursos de Engenharia de Petróleo são muito fortes. Gosto do sotaque do inglês americano”, afirma.


Eduardo está gostando da vida de estudante nos EUA: “Por enquanto é tudo de bom. No primeiro semestre você leva um tempo para se acostumar ao sistema de ensino daqui mas depois de algumas semanas já se acostuma. Com Skype dá para entrar em contato direto com família e amigos. As vezes sinto falta da comida brasileira, um churrasquinho, polenta, etc. mas a gente vai levando. A comida daqui não é ruim mas não chega perto da brasileira”, ressalta.


Outra brasileira beneficiada pelo Ciências sem Fronteiras é Tainara Vieira, graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que foi estudar no Reino Unido. A estudante relata que estudar fora do país traz amadurecimento para a vida, a experiência traz um benéfico choque cultural: “Quanto ao Reino Unido, especificamente, a pontualidade britânica é verdadeira, assim como a extrema educação e gentileza das pessoas”.


Ela ainda dá uma dica para quem quer estudar fora do país: “comece a estudar outra língua desde já. Com o inglês, viajei pela Europa inteira, não só em países que tem o inglês como língua mãe. Na Universidade sempre estudei muito para manter boas notas, e é isso que faz o diferencial no processo seletivo. Fique atento aos editais que o CNPQ e CAPES lançam quanto ao programa Ciências sem Fronteiras, pois as oportunidades não estão restritas somente à Graduação, mas também ao Mestrado e Doutorado”, finaliza a Tainara.

Além dos Estados Unidos e Reino Unido, o bolsista pode estudar em outros países como Canadá, Austrália, Portugal e mais 25 outros países que ficam a critério de escolha do candidato.


Mateus Rosa
Acadêmico da 6ª fase do Centro Universitário Unifacvest




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