Faraó Ramsés III

Ramsés III, pertencente à vigésima dinastia, consagrado por seus sucessivos êxitos contra os povos que tentaram invadir o Egito, nasceu com o nome de Usermaetré Meriamon, na cidade de Tebas. Ele também é conhecido por quem se aventura na leitura do Antigo Testamento, pois foi o governante responsável pela tirania exercida sobre os hebreus, bem como pela emigração desta civilização. Ele foi fruto da união entre o faraó Setnakht e a rainha Tiymerenese. Seu governo durou mais ou menos 31 anos.


Ele é tido pelos historiadores como o último grande faraó, principalmente por suas incursões militares contra os líbios e os Povos do Mar em geral, aos quais se atribuem a destruição de grandes potências. Não se tem conhecimento de quem, afinal, eram estes exilados, despojados de sua morada, errantes que buscavam uma terra na qual pudessem se fixar. Neste momento a Grécia era atingida por um período conhecido como Idade das Trevas, e vários forasteiros ameaçavam a soberania egípcia. Assim, Ramsés III foi obrigado a enfrentar estas guerras externas, somadas a conflitos internos e a adversidades econômicas.

O Egito atravessou uma era de fome e o país foi palco da primeira greve geral da História, quando o Faraó não pagou os próprios operários das obras por ele concebidas, em Deir el-Medina. Estes problemas, que não se iniciaram em seu reinado, dariam fim ao poder da Vigésima Dinastia. Mas isto não impediu que, sob seu governo, o Egito resgatasse seu vigor e seu poder. O Faraó preservou, assim, o domínio do Sinai e do Sul da Palestina.

As esposas mais famosas de seu harém eram Isis, Titi e Tiy. Esta última foi responsável por uma conspiração que envolveu possivelmente seu filho com a rainha rebelde, que desejava vê-lo ocupar o trono do pai; e servidores muito íntimos do faraó, que tinham como alvo sua morte e, para isso, incentivavam a revolução fora dos muros palacianos, visando a possibilidade de um golpe de estado. Alguns historiadores crêem que eles atingiram seus objetivos, mas outros alegam que Ramsés III teria morrido naturalmente, pois já era idoso nesta época, apesar de isso ocorrer durante o julgamento dos conspiradores, os quais foram condenados à morte, inclusive a esposa traidora.



O Faraó, que venceu e dominou terríveis adversários, teria, de uma forma ou de outra, sucumbido a este golpe nascido em seu próprio harém, embora envolvesse também vários oficiais, mordomos reais, dois tesoureiros, dois responsáveis por conduzir estandartes do exército, dois escribas e um arauto. De acordo com alguns pesquisadores, seu sucessor, o filho posteriormente intitulado Ramsés IV, teria comandado o julgamento destes revolucionários.

Seu túmulo, edificado no Vale dos Reis, está localizado junto ao templo fúnebre de seu pai, e difere dos outros por apresentar cenários distintos dos normalmente adotados nos leitos mortuários dos reis, como uma pintura representando dois tocadores de harpa cegos. Sua múmia, completamente preservada, está hoje aos cuidados do Museu do Cairo, ao lado de outras múmias famosas.

Nenhum comentário