Hong Kong

Capital: Distrito Central e Ocidental



Língua oficial: Chinês e Inglês


Governo: Reg. Admin. Especial


- Chefe do Executivo: Donald Tsang


- Chefe da Justiça: Geoffrey Ma


- Presidente do Conselho Legislativo: Jasper Tsang

- Ocupação britânica: 25 de janeiro de 1841


- Tratado de Nanquim: 29 de agosto de 1842


- Ocupação japonesa: 25 de dezembro de 1941 – 15 de agosto de 1945


- Transferência de soberania: 1 de julho de 1997


Área Total:1.104 km²



- Água (%): 4,6

População :Estimativa de 6.864.000 hab.


- Densidade: 6294,65 hab./km²


PIB (base PPC)

- Total: US$ 254,2 bilhões USD


- Per capita: US$ 37.400 USD


Indicadores sociais



- IDH (2010): 0,862  – muito elevado


- Esper. de vida: 82,2 anos


- Mort. infantil: 3,7/mil nasc.


- Alfabetização: 94,6%


Moeda: Dólar de Hong Kong (HKD)


Cód. Internet:.hk


Cód. telef.: +852



Website governamental: http://www.info.gov.hk/

Hong Kong (香港 (escrita chinesa tradicional e simplificada), também às vezes aportuguesado como Honguecongue ou Hongue Congue ou escrito como Hongkong; Xiānggǎng (mandarim, romanização Hanyu Pinyin); Hoeng1gong2, (cantonês, romanização Jyutping)), oficialmente Região Administrativa Especial de Hong Kong da República Popular da China ( 中華人民共和國香港特別行政區 (escrita chinesa tradicional); 中华人民共和国香港特别行政区 (escrita chinesa simplificada); ? Zhōnghuá Rénmín Gònghéguó Xiānggǎng Tèbié Xíngzhèngqū (mandarim, Hanyu Pinyin); Zung1waa4 Jan4man4 Gung6wo4gwok3 Hoeng1gong2 Dak6bit6 Hang4zing3keoi1 (cantonês, Jyutping)), é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China e uma ex-colônia do Império Britânico até 1997. Segundo a política "um país, dois sistemas" e a Lei Básica, Hong Kong tem um "alto grau de autonomia" em todas as áreas, exceto política externa e defesa. Hong Kong é um centro financeiro internacional, com uma economia capitalista altamente desenvolvida, sendo uma das economias mais liberais do mundo.

Após a Primeira Guerra do Ópio, a Ilha de Hong Kong tornou-se uma colônia do Império Britânico em 1842. A colônia foi ampliada nos termos da Convenção de Pequim (1860) e a Convenção para a Extensão do Território de Hong Kong (1898). Hong Kong foi reclassificado como um território britânico cargo em 1983, até a sua soberania ser transferida para a República Popular da China (RPC) em 1997. Conhecida pelos seus arranha-céus e por seu profundo porto natural, a sua identidade como um centro cosmopolita onde o Oriente encontra o Ocidente se reflete em sua gastronomia, cinema, música e tradições. A população da cidade é de 95% da chinesa e 5% de outros grupos étnicos. Com uma população de 7 milhões de habitantes e uma área de 1.054 km², Hong Kong é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.

Hong Kong possui seu próprio sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados (como tráfego aéreo e permissão de aterragem de aviões) e leis de imigração próprias. Hong Kong mantém até suas próprias regras de trânsito, com toda a frota de automóveis dirigindo no lado esquerdo. Apenas a defesa nacional e relações diplomáticas são responsabilidades do governo central em Pequim.

Apesar de Hong Kong ter passado para o controle chinês, o nome em cantonês da região ("Hong Kong") permanece como referência internacional, em detrimento do equivalente em chinês mandarim, "Xiānggǎng". A escrita do nome do território, tanto em cantonês como chinês, é representada pelos mesmos caracteres.

História


A ocupação humana de Hong Kong data do Paleolítico. A região foi inicialmente incorporada no Império Chinês, durante a Dinastia Qin, e serviu como porto nas dinastias Tang e Song. O primeiro visitante europeu de que há registo foi o português Jorge Álvares. O contacto com o Reino Unido foi estabelecido após a Companhia Britânica das Índias Orientais ter estabelecido uma feitoria na cidade vizinha de Cantão. Durante a Guerra do Ópio (1839-1842), Hong-Kong foi ocupado pelo Reino Unido e em 1898 a China entregou o território por um prazo de 99 anos. A partir dessa data, a nova colónia britânica passou a ser um importante centro de comércio.

No processo que levou ao estabelecimento da República da China, em 1912, Hong-Kong serviu de refúgio político para muitos dos opositores ao novo regime. Após 1912 o nacionalismo chinês afirmou-se hostil relativamente a potências externas. Entre 1925 e 1927 este regime proibiu o acesso de navios ingleses aos portos do Sul da China, facto que comprometeu seriamente o comércio de Hong-Kong.

A guerra sino-japonesa da década de 1930 levou a China a procurar apoio contra o Japão junto de países europeus como a Inglaterra, o que facilitou as até então difíceis condições de relacionamento entre ambos os países.

A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em Setembro de 1939, veio dificultar ainda mais a vida económica da ilha. Em 1941, os japoneses, após 18 dias de combate, conquistaram a colónia. Esta ocupação durou 3 anos e 8 meses. Com a rendição incondicional do Japão (1945), os Britânicos reocuparam o território e retomaram a pujança de grande centro comercial da Ásia. Assistiu-se a uma forte industrialização baseada nos têxteis. Hong-Kong tornou-se o maior porto de mercadorias mundial e o seu produto interno bruto per capita é dos mais elevados do Mundo. O território é uma potência comercial e um importantíssimo centro financeiro.

Durante a guerra da Coreia, em 1950, os Estados Unidos da América boicotaram o comércio com a China comunista, uma medida que afectou consideravelmente a actividade comercial de Hong-Kong. Para fazer face a este embargo, a ilha promoveu o desenvolvimento da sua indústria, nos anos 50 e 60, tarefa facilitada pela afluência de refugiados que proporcionavam excelente mão-de-obra barata e dinheiro. Neste período, a política liberal de Hong Kong atraiu muitos investidores estrangeiros, resultando num boom económico que fez da ilha uma das regiões mais ricas e mais produtivas da Ásia.





O crescimento económico causou no entanto algum descontentamento entre os trabalhadores, uma vez que estes auferiam salários muito baixos. Este mal-estar desencadeou motins no Verão de 1967, promovidos por simpatizantes da revolução cultural chinesa. Para combater esta situação o Governo lançou uma legislação laboral; aumentou as habitações públicas e investiu mais em obras públicas, restaurando assim a estabilidade nos anos 70. Durante esta década continuaram a afluir os emigrantes oriundos principalmente da China; as relações entre as duas nações eram mais amistosas. Nos anos seguintes vieram inclusivamente a verificar-se operações conjuntas entre a China e Hong-Kong.

Em 1982, a China e o Reino Unido iniciaram conversações para a devolução da soberania sobre Hong-Kong à primeira. Um acordo assinado em 1984, em Pequim, determinou que a China tomaria conta do território a partir de 1 de Julho de 1997. Em conformidade, o regresso de Hong-Kong à soberania chinesa após 156 anos de administração colonial britânica deu-se às 24:00 daquele dia.

Hong-Kong desfruta do estatuto de Região Administrativa Especial, de acordo com a fórmula "um país, dois sistemas", também aplicada a Macau a partir de 20 de Dezembro de 1999. Deste modo, o território continua a ser um porto livre e um centro financeiro internacional, e, exceto nas áreas da defesa e da política externa, tem um alto grau de autonomia. Não paga impostos ao Governo central e o seu modo de vida, incluindo a liberdade de imprensa, quase não foi alterado.

Geografia



Hong Kong está localizado na costa sul da China, a 60 km a leste de Macau, no lado oposto do Delta do Rio Pérola. É cercada pelo Mar da China Meridional, a leste, sul e oeste, e pelas fronteiras da cidade de Shenzhen e Guangdong, ao norte sobre o rio Shenzhen. O território de 1.104 km² de área é constituído principalmente pela Ilha de Hong Kong, Lantau, Península de Kowloon e os Novos Territórios, bem como cerca de 260 outras ilhas.A área total é 1.054 km² de terra e 50 km² de água.

Como muito do terreno de Hong Kong é a montanhoso, com declives acentuados, menos de 25% da crosta terrestre do território é desenvolvido e cerca de 40% da área restante está reservado para parques e reservas naturais. A maior parte do território de desenvolvimento urbano consiste na Península de Kowloon, ao longo da borda norte da Ilha de Hong Kong e em assentamentos espalhados por todos os Novos Territórios. A maior elevação do território está em Tai Mo Shan, a uma altura de 958 metros acima do nível do mar. Ao longo de Hong Kong, a linha da costa irregular e curvilínea também proporciona-o com muitas baías, rios e praias.





Apesar da reputação de Hong Kong de ser intensamente urbanizada, o território tem feito muito esforço para promover um ambiente verde, e a crescente preocupação pública recente levou a restrição severa de recuperação de terras novas de Victoria Harbour. A conscientização do meio ambiente está crescendo como Hong Kong sofre com o aumento da poluição agravada pela sua geografia e edifícios altos. Aproximadamente 80% da poluição atmosférica da cidade provém de outras partes do Delta do Rio Pérola.

Situado ao sul do Trópico de Câncer, o clima de Hong Kong é de clima subtropical úmido (classificação de Köppen o clima Cwa). O ar do verão é quente e úmido, com chuvas ocasionais e trovoadas, e quente que vem do sudoeste. É nesse período que tufões são mais comuns, muitas vezes resultando em inundações ou deslizamentos de terra. O inverno geralmente começa ensolarado e torna-se nublado em fevereiro, com a frente fria ocasional trazendo fortes ventos de arrefecimento do norte. As estações mais agradáveis são a primavera, embora mutável, e no outono, que é geralmente ensolarado e seco.[18] As médias Hong Kong são de 1.948 horas de sol por ano,enquanto a maior e a menor temperatura já registrada no Observatório de Hong Kong são de 36,1 °C e 0,0 °C, respectivamente.



Demografia

A população de Hong Kong cresceu principalmente durante a década de 1990, alcançando 6,94 milhões em 2005. Cerca de 96% da população de Hong Kong é chinesa, a maioria cantonesa. Grupos como Hakka e Teochew também são importantes. Utilizando em questões governamentais, o cantonês é falado pela maioria da população local chinesa em casa e no trabalho, apesar do inglês também ser compreendido e falado por mais de um terço da população. Desde a passagem de Hong Kong do Reino Unido para a RPC, um novo grupo de imigrantes da China continental aumentou a diversidade étnica da população chinesa e causou um aumento no desenvolvimento do mandarim no território. Os 4% restantes da população é composta por não-chineses, que formam um grupo visível, apesar de seus números pequenos.

Nesse grupo está uma significativa população sul-asiática, que inclui algumas das famílias mais ricas de Hong Kong. Mais de 15 mil vietnamitas, que vieram a Hong Kong como refugiados, tornaram-se residentes permanentes, a maioria sobrevivendo de trabalho informal. Cerca de 140 mil filipinas trabalham em Hong Kong como ajudantes domésticas e donas de casa, conhecidas localmente como amah ou feiyungs. Outros trabalhadores similares vêm da Tailândia e Indonésia. Nos domingos e feriados públicos, milhares desses trabalhadores, a maioria mulher, vão para Central para socializar. Há também um número de europeus, norte-americanos, japoneses e coreanos, a maioria trabalhando no setor financeiro. As três fontes de migração para Hong Kong são as Filipinas (132.770), a Indonésia (95.460) e os Estados Unidos (31.330).

Hong Kong é a quinta maior região metropolitana da RPC por população. Considerada como uma dependência, Hong Kong é um dos países/dependências mais densamente populadas do mundo, com uma densidade geral de mais de 6,2 mil pessoas por km². Hong Kong possui uma taxa de fecundidade de 0,94 filhos por mulher, uma das menores do mundo, e muito abaixo dos 2,1 filhos por mulher necessários para manter o nível de população igual. No entanto, a população está em constante crescimento devido à imigração de cerca de 45 mil pessoas por ano vindas da China continental.

Apesar da densidade populacional, Hong Kong foi relatada como uma das cidades mais verdes da Ásia. A maioria das pessoas moram em flats e arranha-céus. O espaço aberto restante é geralmente coberto por jardins, florestas e arbustos. Cerca de 60% da terra é designada como parques e reservais naturais. Caminhar e acampar são atividades externas populares nos parques localizados nas montanhas de Hong Kong. A longa e irregular costa de Hong Kong também oferece baías e praias para os habitantes da região. A preocupação com o meio ambiente está aumentando, já que Hong Kong também se classifica entre as cidades com o ar mais poluído do mundo. Estima-se que 70% a 80% da poluição do ar da cidade venha do outro lado do delta do Rio das Pérolas, da China continental.

Política

Em conformidade com a Declaração Conjunta Sino-Britânica, e com o princípio subjacente da política "um país, dois sistemas", Hong Kong tem um "elevado grau de autonomia como uma região administrativa especial em todas as áreas, exceto a defesa e política externa." A declaração estipula que a região mantenha seu sistema econômico capitalista e garante os direitos e as liberdades de sua população por, pelo menos, 50 anos após a entrega de 1997. As garantias sobre a autonomia do território e os direitos individuais e liberdades estão consagrados na Constituição, a Lei Básica de Hong Kong, que descreve o sistema de governo da Região Administrativa Especial Hong Kong, mas que está sujeita à interpretação do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (CPCNP).
Os principais pilares do governo são os Conselhos Executivo e Legislativo, os serviço civis e o Judiciário. O Conselho Executivo é dirigido pelo Chefe do Executivo que é eleito pela Comissão Eleitoral e, em seguida, nomeado pelo Governo Popular Central. O serviço civil é um órgão politicamente neutro, que implementa políticas e fornece serviços de governo, onde os funcionários públicos são nomeados com base na meritocracia.A Assembleia Legislativa tem 60 membros, metade das quais são diretamente eleitos por sufrágio universal, por residentes permanentes de Hong Kong, de acordo com as cinco circunscrições geográficas. A outra metade, conhecida como circunscrições funcionais, são eleitas directamente, através de um pequeno eleitorado. Todo o conselho é presidido pelo Presidente do Conselho Legislativo, que serve como porta-voz.[30][31] Os juízes são nomeados pelo Chefe do Executivo sobre a recomendação de uma comissão independente.

Divisões administrativas



Hong Kong consiste de 18 distritos administrativos:

1. Ilhas

2. Kwai Tsing (Kwai Chung e Tsing Yi)

3. Norte

4. Sai Kung

5. Sha Tin

6. Tai Po

7. Tsuen Wan

8. Tuen Mun

9. Yuen Long

10. Cidade de Kowloon

11. Kwun Tong

12. Sham Shui Po

13. Wong Tai Sin

14. Yau Tsim Mong (Yau Ma Tei, Tsim Sha Tsui e Mong Kok)

15. Central e Ocidental

16. Oriental

17. Sul

18. Wan Chai

Os distritos surgiram a partir de 1999 como unidades de gestão locais de Hong Kong.

Economia

Segundo o Banco Mundial, a economia de Hong Kong é a 30ª do mundo.Hong Kong possui a economia menos restrita do mundo e é basicamente livre de taxas. É a 10ª maior entidade de comércio e 11º maior centro bancário do mundo. A presença dominante do comércio mundial está refletida no número de consulados localizados no território: em junho de 2005, Hong Kong possuía 107 consulados e consulados-gerais, mais do que qualquer outra cidade no mundo. Nova Iorque, sede das Nações Unidas, possui 93 consulados.

O objetivo da política monetária de Hong Kong é manter a estabilidade da moeda. Dada a natureza da economia, fortemente orientada ao mercado externo, esse objetivo foi definido como um valor externo estável para o dólar de Hong Kong em termos de uma taxa de câmbio contra o dólar americano em HK$ 7,80 por US$ 1,00 até 2005, quando foi autorizado a flutuar entre HK$ 7,75 e HK$ 7,85.

Hong Kong possui recursos naturais limitados e maioria da comida e materiais brutos são importados. De fato, as importações e exportações (incluindo re-exportações) excedem o PIB de Hong Kong. Hong Kong possui várias ligações comerciais e investimentos com a República Popular da China que já existiam até mesmo antes de 1º de julho de 1997. Essas ligações permitem que Hong Kong seja o agente central entre a República da China em Taiwan e a República Popular da China, no continente. O setor de serviços representou 86,5%[39] do PIB em 2001. O território, com um setor bancário altamente sofisticado e boas ligações de comunicação, é sede de muitas empresas multinacionais na Ásia.

Com o PIB per capita nominal a US$ 24.080[40] em 2004, o número é um tanto menor que a média das quatro maiores economias da Europa Ocidental. No entanto, estaria em 11º lugar em termos de PIB per capita (base PPC) no mundo (US$ 32.292), que é mais alto que o do Japão (US$ 31.384), tornando Hong Kong um dos territórios mais ricos da Ásia.

O crescimento ficou com a alta média de 8,9% por ano em termos reais na década de 1970 e 7,2% por ano na década de 1980. Enquanto a economia direcionava-se mais para o setor de serviços (atualmente a manufatura é apenas 4% do PIB), o crescimento desacelerava para 2,7 por ano na década de 1990, incluindo uma queda de 5,3% em 1998, devido ao impacto da crise financeira asiática na demanda na região. O crescimento desde 2000 vem se mantendo numa média de 5,2% por ano no meio de forte deflação.

A economia logo voltou ao normal, mas teve outra grande queda em 2002, com a epidemia de SARS, reduzindo o crescimento no ano para 2,3%. No final de 2003, o alívio nas restrições de viagem impostas pela República Popular da China para Hong Kong fizeram com que o turismo crescesse e além disso, o retorno na confiança dos consumidores e crescimento sólido nas exportações fizeram com o crescimento aumentasse novamente, registrando uma média de 6,5% no primeiro semestre de 2005.

Para aumentar a cooperação econômica entre Hong Kong e a China continental, o Esquema de Visita Individual começou em 28 de julho de 2003, que permite que viajantes de algumas cidades da China continental possam visitar Hong Kong sem o acompanhamento de um grupo de turistas. Como resultado, a indústria de turismo em Hong Kong teve um enorme crescimento devido ao aumento exponencial no número de visitantes vindos do continente. Com a abertura do Hong Kong Disneyland Resort, o aumento foi ainda maior.

Hong Kong faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania. Junto de Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan, a rápida industrialização de Hong Kong fez com que a região ganhasse seu lugar como um dos quatro Tigres asiáticos.



Cultura



Hong Kong é frequentemente descrito como um lugar onde "o Oriente encontra o Ocidente", refletindo a combinação da cultura de raízes do território chinês com a cultura trazida a ela durante seu tempo como uma colônia britânica. Uma das contradições mais perceptíveis é o balanceamento de Hong Kong de uma forma modernizada de vida com práticas tradicionais chinesas. Conceitos como feng shui são levados muito a sério, com projetos de construção caro, muitas vezes a contratação de consultores especializados, e muitas vezes são acreditados para fazer ou quebrar um negócio. Outros objetos como Ba Gua "espelhos" são ainda utilizados para desviar os maus espíritos, e os edifícios frequentemente falta qualquer piso número que tem um 4 em que, devido à sua semelhança com a palavra "morrer" no idioma chinês. A fusão de Oriente e Ocidente também caracteriza a culinária de Hong Kong.

Hong Kong é um reconhecido centro mundial do comércio, e se autodenomina um "centro de entretenimento". Suas artes marciais gênero de filme ganhou um alto nível de popularidade nos anos 1960 e 1970. Diversos executantes e artistas marciais têm originado de Hong Kong, nomeadamente Bruce Lee, Jackie Chan, Chow Yun-Fat e Yuen Woo-ping. Uma série de filmes e marketings também alcançaram fama em Hollywood, como John Woo, Wong Kar-wai e Stephen Chow. Homegrown filmes como Chungking Express, Infernal Affairs, Shaolin Soccer, Rumble in the Bronx e In the Mood for Love ganharam reconhecimento internacional. Hong Kong é o centro de música pop, que chama a sua influência de outras formas de música chinesa e gêneros ocidentais, e tem uma base de fãs multinacionais.

O governo de Hong Kong oferece suporte a instituições culturais, como o Museu de Arte de Hong Kong e a Orquestra Filarmônica de Hong Kong. Além disso, o governo subsidia patrocinadores e executores internacionais. Muitas atividades culturais internacionais são organizadas pelo governo.

Hong Kong tem duas radiodifusões terrestres licenciadas - ATV e TVB. Existem três locais e um número de fornecedores estrangeiros de serviços de cabo e satélite. A produção de dramas de Hong Kong, de séries de comédia e de variedades atingem o público em todo o mundo de língua chinesa. Editores de jornais em Hong Kong distribuem e imprimem revista e jornais tanto em chinês quanto em inglês, com um foco no sensacionalismo e fofocas sobre celebridades. Os meios de comunicação são relativamente livres da interferência oficial em comparação com a China continental, embora a Far Eastern Economic Review aponte para os sinais de autocensura por jornais cujos donos têm ligações estreitas com ou interesses comerciais da China, mas afirmam que até mesmo meios de comunicação ocidentais não estão imunes ao crescente poder econômico chinês.

Hong Kong oferece variedade de oportunidades de lazer e esporte competitivo apesar de sua superfície terrestre limitada. Envia os delegados à concorrência internacional, nomeadamente os Jogos Olímpicos e Jogos Asiáticos, e foi palco de eventos equestres, durante o Olimpíadas de 2008. Existem grandes espaços de multiuso como Coliseu de Hong Kong MacPherson e Stadium. O terreno íngreme de Hong Kong o torna ideal para caminhadas, com vistas amplas sobre o território e sua costa rochosa oferece muitas praias para a natação.

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