Medicamentos de referência, genéricos e similares


Na indústria farmacêutica existem tipos diferentes de medicamentos, que são divididos em três categorias: os medicamentos de referência, os genéricos e similares. Tais categorias são utilizadas para dividir o medicamento pela sua qualidade e garantia de eficácia.

Medicamento de referência

O medicamento de referência é aquele medicamento que inovou no ramo farmacêutico e sua eficácia, segurança e qualidade foram cientificamente comprovadas pelo órgão responsável, no caso do Brasil a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Esses medicamentos são patenteados pelos laboratórios bioquímicos que os desenvolvem, como uma garantia de retorno sobre os investimentos e o tempo dispendidos em pesquisas. A patente pode durar de 10 a 20 anos, e, durante esse período, a comercialização da fórmula pode ser feita apenas pelo laboratório responsável. Passado o período de patente, a fórmula pode ser replicada por outras empresas.

Um medicamento é qualificado como referência quando se torna parâmetro para qualquer medicamento genérico ou similar que seja criado a partir de sua fórmula, forma farmacêutica, dosagem e posologia. E todos os produtos feitos a partir da referência serão sujeitos aos mesmos testes para comprovar sua equivalência farmacêutica ou bioequivalência quando necessário.

Medicamento genérico

O medicamento genérico é aquele que possui mesma dosagem, posologia e forma farmacêutica e segurança do medicamento referência, propriedades estas que foram comprovadas por meio dos mesmos testes bioquímicos. A única diferença entre medicamentos referência e genérico é a embalagem: os produtos genéricos apresentam uma faixa amarela com a letra G, que os identifica como genérico. Além disso, a embalagem dos genéricos não pode apresentar nenhum tipo de marca, apenas o nome do principio ativo e sua dosagem.

Medicamento similar

O medicamento similar tem quase as mesmas características do medicamento genérico, salvo algumas diferenças: ao contrário dos genéricos, eles podem ostentar uma marca em sua embalagem, além de poderem apresentar tamanho, forma farmacêutica, prazo de validade, embalagem e rotulo também diferentes.

Em geral, o valor de mercado dos similares é mais baixo do que o dos genéricos, o que os torna mais atrativos para o consumidor. No entanto, esses produtos são mais viáveis economicamente porque não são submetidos aos testes de bioequivalência necessários para comprovar se tais medicamentos são absorvidos em mesma quantidade e velocidade que o medicamento de referência pelo organismo humano. Dessa forma, a funcionalidade dos similares e os seus efeitos podem apresentar alterações em comparação às outras categorias, fazendo com que não possam ser utilizados como substitutos do medicamento de referência.

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