O metrossexual

Metrô o que? Sexual! ... mas que raios é isso? Coito no trem? Não. Metrossexual... um novo conceito da sociedade moderna para nomear homens que cuidam da sua aparência e têm gostos refinados. Hummm, como diz a minha mãe: na minha terra isso quer dizer outra coisa. Mas não, é sério, conheço vários... (se bem que tem alguns mais gays do que eu, só eles não percebem).
 
O jogador português Cristiano Ronaldo é o maior exemplo de metrossexual da atualidade
E da costela de Adão nasceu a mulher, e da costela de um produtor gay nasceu o homem moderno, o metrossexual. “O termo é a designação fashion-mercadológica para um homem das grandes cidades que gasta mais de 30% de seu salário com cosméticos e roupas, frequenta manicures, aprecia um bom vinho, adora um shopping, é (para resumir) mais que simpatizante da cultura gay. Mas não se engane: é um sujeito bem macho”. Assim resumiu Lúcio Ribeiro em sua última coluna do ano de 2003 na Folha.

A palavra surgiu nos Estados Unidos em 2003 e foi adotada rapidamente, principalmente por profissionais da moda, da propaganda e pelos próprios indivíduos que já estavam cansados de serem confundidos com gays; Se bem que um bom metrossexual tem a sua orientação sexual bem definida e não acha isso nenhuma afronta a sua “metrossexualidade”. O mercado do mundo narcisista vem perseguindo estes cidadãos cada vez mais. Para entender logo: o ator americano Brad Pitt, o ex-jogador inglês David Beckham, o atacante português Cristiano Ronaldo, o galã brasileiro Rodrigo Santoro, tudo metrossexual!!!

Metrossexual significa a união das palavras heterossexual e metropolitano, portanto, este homem seria hétero (gosta de mulher), moraria em um grande centro, se preocuparia demasiadamente com a aparência e conhecimentos gerais e teria uma vida pra lá de cosmopolita. No Brasil, tal conceito estaria um pouco fora para a maioria dos brasileiros, uma vez que toda religião tem a sua “bíblia” e muitos brasileiros ainda não teriam acesso a produtos de marcas da moda metrossexual, com exceção de algumas capitais. Os metrossexuais americanos seguem as revistas GQ, Details e Vanity Fair. Até um livro já saiu para ensinar como ser metrossexual, "The Metrosexual Guide to Style: A Handbook for the Modern Man", Guia Metrosexual de Estilo: um livro para o homem moderno” de Michael Flocker. "Nunca estale os dedos em um restaurante para chamar o garçom. Faça um delicado aceno", ensina o guia.

Um programa de tevê que passa aos domingos na tevê a cabo, no canal Sony, o “Queer eye for the straight guy” – “olhar gay para o cara hétero” é sucesso aqui e, obviamente, lá fora. No programa recheado de humor, dicas desde cuidados com o lar, roupas e com o corpo, cinco consultores homossexuais transformam um bruto em um príncipe, com direito até a dicas de romantismo e tudo. O programa, em breve, deve ter uma versão brasileira. Praticamente uma fábrica de metrossexuais. Estaria sendo criado um novo estereotipo humano, depois de anos das mulheres reclamarem que os homens não eram mais românticos?


Pelos exemplos que eu citei, dá para perceber que, como dizia Vinicius de Moraes: Beleza é fundamental. Se bem que neste caso dinheiro também conta, pois, além dos caros produtos, como diz um modelo amigo de um amigo meu: quem gosta de homem viril, bonito mas pobre são os gays.

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